
Relembre os Furos de Roteiro de GOD OF WAR
Vamos relembrar os furos de roteiro da saga god of war? acompanhe e relembre alguns dos fatos não explicados de uma das sagas mais memoraveis do PlaySation2 .
2/19/20264 min ler

God of War Trilogy foi anunciado no State of Play neste mês de fevereiro, reacendendo a expectativa dos fãs para reviver a história do Fantasma de Esparta agora na nova geração.
Ao longo dos anos, a saga do Deus da Guerra expandiu significativamente a trajetória de Kratos, principalmente por meio dos jogos derivados. Contudo, com essa ampliação do universo, algumas inconsistências narrativas ficaram pelo caminho, gerando dúvidas que permanecem sem explicação até hoje.
Será que o futuro remake aproveitará a oportunidade para corrigir ou esclarecer esses pontos? Enquanto essa resposta não chega, relembramos alguns dos principais furos de roteiro da franquia.
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Ares o primeiro deus morto?

No primeiro God of War, a história central gira em torno da busca de Kratos por vingança contra Ares, o Deus da Guerra, após a perda de sua família. Para derrotá-lo, o espartano precisa encontrar a Caixa de Pandora, artefato que lhe concederia poder suficiente para matar um deus — algo inédito até então. A narrativa sugere, à primeira vista, que Ares seria o primeiro deus morto por um mortal.


Essa aparente inconsistência levanta dúvidas sobre a continuidade da saga e abre espaço para diferentes interpretações — teria sido Ares o primeiro deus olímpico morto? Ou a própria expansão da franquia acabou criando um conflito narrativo retroativo?


Entretanto, em God of War: Chains of Olympus, que se passa cronologicamente antes dos eventos do jogo original, Kratos derrota Perséfone, a deusa da primavera, ao tentar impedir a destruição do mundo. Essa revelação gera um questionamento: se Perséfone era uma deusa, como Ares poderia ser considerado o primeiro deus morto por Kratos?

Meu Pai?

Em God of War: Ghost of Sparta, é revelado a Kratos quem é seu verdadeiro pai. Ao longo da jornada, ele passa a ter visões de sua mãe e decide investigar a origem dessas aparições.
Kratos descobre que ela está no Templo de Atlântida e parte em sua busca. Ao encontrá-la, sua mãe implora para que ele salve seu irmão, Deimos — que até então Kratos acreditava estar morto. Confuso e indignado, ele questiona por que essa verdade lhe foi escondida.


Ela responde que foi proibida por seu pai de revelar qualquer informação. Ao perguntar quem era seu pai, Kratos finalmente descobre que Zeus é seu verdadeiro progenitor.
No entanto, por estar amaldiçoada e impedida de revelar essa verdade, sua mãe se transforma em um monstro, forçando Kratos a derrotá-la.
Em God of War II, embora em God of War: Ghost of Sparta a mãe de Kratos já tenha revelado que Zeus era seu pai, a reação do espartano no segundo jogo sugere uma surpresa legítima após Athena afirmar que o medo levou Zeus a matar o próprio filho.


A entonação e a construção da cena indicam espanto genuíno, e não apenas um recurso dramático superficial. Se Kratos já tivesse plena consciência da verdade, sua reação dificilmente faria sentido dentro do contexto emocional apresentado.
Isso reforça a hipótese de que houve um conflito de continuidade entre os roteiros, considerando que Ghost of Sparta foi lançado posteriormente e expandiu elementos da narrativa que, possivelmente, ainda não estavam completamente consolidados durante o desenvolvimento de God of War II.
Viagem no Tempo

Por que Kratos não voltou no tempo para salvar sua própria família? Manipular o tempo sempre foi retratado como algo perigoso, e a própria franquia demonstra que esse tipo de intervenção gera consequências imprevisíveis. Ainda assim, a decisão de Kratos de alterar apenas o momento de sua morte - e não o evento que definiu toda a sua tragédia — levanta questionamentos inevitáveis.




Outro ponto controverso envolve os heróis e vilões mortos ao longo dos eventos de God of War II. Se Kratos interferiu na linha temporal, por que essas figuras não reaparecem em God of War III para ajudar a proteger o Olimpo? A lógica apresentada pelo jogo não deixa claro se houve uma reescrita completa da história ou apenas uma alteração pontual nos acontecimentos.


Além disso, há a questão dos Titãs. Kratos os traz do passado para o futuro, desencadeando o ataque ao Olimpo. Isso abre diversas dúvidas: como Gaia conseguiu se comunicar com Kratos no futuro se, teoricamente, já estava morta? A morte dos Titãs no passado realmente aconteceu ou eles simplesmente foram removidos da linha temporal original e transportados diretamente para os eventos de God of War III?
O próprio jogo estabelece uma regra importante sobre a viagem no tempo: se o Kratos do passado morresse, o Kratos do futuro também deixaria de existir. Essa lógica sugere que as linhas temporais não são independentes, mas sim conectadas de forma direta.


Diante disso, surge outra dúvida relevante: ao matar as Irmãs do Destino e deixá-las presas no passado, Kratos não teria alterado drasticamente o futuro? Se elas eram responsáveis por controlar o destino, sua ausência poderia gerar consequências ainda maiores na linha temporal do próprio Kratos.
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